Contrariando a crença popular de que tábuas de plástico são mais higiênicas que as de madeira, um estudo recente realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) demonstrou que as superfícies de madeira apresentam uma capacidade superior de eliminação de bactérias. A pesquisa analisou 100 tábuas utilizadas em residências de Botucatu, interior de São Paulo.
Evidências Científicas Sobre a Ação Antibacteriana da Madeira
Pesquisas conduzidas por especialistas apontam que as tábuas de madeira são mais eficazes na redução de bactérias como a E. coli. Um estudo publicado no Journal of Food Protection em 2025 revelou que tábuas de madeira, especificamente de bordo-açucareiro, conseguiram reduzir a presença de E. coli a limites indetectáveis em apenas duas horas, mesmo sem limpeza. Em contrapartida, tábuas de plástico apresentaram taxas de detecção superiores.
Propriedades Naturais da Madeira
A estrutura da madeira possui propriedades antimicrobianas que contribuem para a eficiência na eliminação de microrganismos. Ao contrário do plástico, que é liso e pode reter bactérias em suas ranhuras, a madeira absorve esses microrganismos, dificultando sua sobrevivência e proliferação. O estudo da Unesp revelou que 87% dos usuários de tábuas utilizam o mesmo utensílio para diferentes tipos de alimentos, o que pode aumentar o risco de contaminação, especialmente em tábuas de plástico.
Os Riscos Associados às Tábuas de Plástico
Além da contaminação bacteriana, as tábuas de plástico podem liberar microplásticos durante o uso. Essas partículas, que podem ser ingeridas junto com os alimentos, representam um risco à saúde. Em comparação, as tábuas de madeira apenas liberam fibras de celulose, que são inofensivas.

