A leishmaniose é um conjunto de doenças provocadas por protozoários que são transmitidos pela picada de mosquitos conhecidos como mosquito-palha, birigui ou tatuquira. No Brasil, as formas mais prevalentes são a leishmaniose tegumentar, que afeta a pele e mucosas, e a leishmaniose visceral, que compromete órgãos internos e pode ser fatal sem um diagnóstico e tratamento adequados.
Como a Leishmaniose é Transmitida?
A transmissão da leishmaniose para os seres humanos ocorre quando o mosquito-palha pica animais infectados, como cães, adquirindo o protozoário Leishmania chagasi. Posteriormente, o inseto transmite o parasita para os humanos. É importante ressaltar que a doença não é transmitida por contato direto com os animais, pois depende exclusivamente do vetor, o inseto.
Sintomas e Sinais de Alerta
De acordo com o infectologista Alexandre Naime Barbosa, da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), a leishmaniose tegumentar apresenta como principal sinal uma ferida na pele que não cicatriza por semanas ou meses. Inicialmente, a lesão é pequena e pode aumentar lentamente até se transformar em uma úlcera. Alterações persistentes nas mucosas, como nariz, boca ou garganta, também devem ser observadas.
Leishmaniose Visceral
A forma visceral da doença é mais grave e apresenta sintomas inespecíficos, como febre persistente por mais de duas semanas, perda de peso, cansaço extremo, falta de apetite e aumento do abdômen. Nos casos mais avançados, podem ocorrer anemia e comprometimento do sistema imunológico, o que aumenta a vulnerabilidade a outras infecções.
Medidas de Prevenção
Para prevenir a leishmaniose, é fundamental manter os ambientes externos limpos, eliminando folhas, lixo e qualquer material que possa favorecer a reprodução do mosquito-palha. O uso de repelentes, a instalação de telas em portas e janelas e o uso de roupas que cubram braços e pernas são recomendações essenciais, especialmente durante o entardecer e o amanhecer, períodos em que a atividade do inseto é mais intensa.

