quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Estudo revela que perda de força muscular pode antecipar declínio da mobilidade em idosos

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da University College London (Reino Unido) identificaram uma nova maneira de prever a perda de mobilidade entre os idosos. A pesquisa indica que uma redução de 15% na força muscular é um indicativo precoce de diminuição na velocidade de caminhada, mesmo em indivíduos que ainda apresentam força dentro dos padrões normais.

Importância da força muscular na terceira idade

O estudo, realizado ao longo de 12 anos com 4.541 participantes com 60 anos ou mais, foi apoiado pela Fapesp e faz parte do Estudo Longitudinal Inglês do Envelhecimento (ELSA), um dos maiores do mundo sobre envelhecimento. Os pesquisadores observaram que a lentidão na marcha é um sinal de alerta clínico, pois está associada a um risco elevado de quedas e hospitalizações.

Métodos de avaliação da força

A força muscular é frequentemente avaliada por meio da preensão manual, um teste simples que reflete a saúde muscular geral do indivíduo. A diminuição na força de aperto pode indicar que outros músculos, como os das pernas e do tronco, também estão se enfraquecendo. Este método é acessível e fornece informações valiosas sobre a capacidade física do idoso.

Novas diretrizes para monitoramento da força

Tradicionalmente, a fraqueza muscular em idosos é diagnosticada quando a força manual fica abaixo de limites específicos: 27 kg para homens e 16 kg para mulheres. Contudo, o estudo sugere que a monitorização da evolução da força é crucial, pois uma perda de 15% já pode indicar um risco de mobilidade reduzida, mesmo para aqueles que ainda estão acima dos limites estabelecidos.

Resultados e implicações clínicas

Os dados revelaram que idosos que perderam entre 15% e 20% da força muscular apresentaram uma redução anual de 0,007 metros por segundo na velocidade da caminhada, totalizando uma perda significativa ao longo de 12 anos. Essa diminuição é alarmante, visto que velocidades abaixo de 0,8 m/s são consideradas um sinal de alerta para a saúde dos idosos.

Os autores do estudo enfatizam que acompanhar a evolução da força muscular é essencial para identificar precocemente aqueles que podem enfrentar um declínio na mobilidade. A pesquisa destaca a força como um dos pilares fundamentais para a mobilidade, juntamente com outros fatores como equilíbrio e flexibilidade.

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