Pandora, uma cadela de porte médio, viveu em poucas horas a alegria da adoção e a dor do abandono. Durante uma feira de adoção em Araranguá, Santa Catarina, a cadela foi a primeira a ser escolhida, mas poucas horas depois, foi devolvida ao abrigo, causando uma reflexão sobre o impacto emocional da rejeição em animais resgatados.
O que ocorreu com Pandora?
A ONG Fuami – Focinho Amigo levou Pandora a uma feira de adoção, onde a equipe se preocupava com o fato de ela ser uma cadela adulta em meio a muitos filhotes. Para a surpresa de todos, foi ela quem foi adotada primeiro. Após a adoção, a equipe fez a conferência da documentação e das condições do novo lar, mas a alegria durou pouco.
A devolução e suas consequências
Antes do encerramento da feira, a equipe recebeu um telefonema informando que Pandora estava tentando fugir. Uma voluntária visitou a nova residência e constatou que a casa apresentava um espaço insuficiente no portão. Apesar de a ONG se oferecer para adequar o local, a família que adotou a cadela recusou a proposta. Larissa Rapack, fundadora da ONG, ressaltou que a adoção inicialmente trouxe felicidade, mas a falta de apoio familiar levou à devolução.
O sofrimento causado pela devolução
A devolução de animais adotados não é apenas uma questão estatística; é um processo que gera traumas profundos. Para Pandora, isso significou reviver experiências de abandono. Ela já havia sido resgatada grávida das ruas, e sua adoção, seguida de devolução, reforçou suas inseguranças. A quebra de expectativas e a perda de confiança em humanos são consequências comuns dessa experiência.
Sinais de estresse em cães devolvidos
Após ser retornada ao abrigo, Pandora apresentou sinais de estresse, como apatia e tentativas de fuga. Larissa Rapack observou que esses comportamentos indicam que a cadela não estava fugindo por desejo, mas sim por não se sentir segura no novo ambiente. Essa hipervigilância é comum em cães que sofreram múltiplas rejeições, levando-os a interpretar qualquer mudança como uma ameaça.

